Emergências dos hospitais Cardoso Fontes e do Andaraí são reabertas

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As novas emergências têm capacidade para realizar cerca de 400 atendimentos diários cada - Edu Kapps/SMS

O Globo – 03/02/2025

Espaços são provisórios até que as obras de reestruturação sejam finalizadas, no primeiro semestre de 2026

As emergências dos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes, nas zonas Norte e Oeste do Rio, foram reabertas nesta segunda-feira. A reforma nas duas unidades de saúde faz parte de um cronograma de revitalização implementado após a sua municipalização, concretizada há quase dois meses. Até o fim das obras, previsto para o primeiro semestre de 2026, o Hospital do Andaraí, que hoje tem cerca de 300 leitos, passará a ter 450, e o Cardoso Fontes, que conta com 120 leitos, chegará a 250.

As duas emergências têm capacidade para realizar cerca de 400 atendimentos diários cada. Num primeiro momento, os serviços funcionarão em espaços provisórios. As unidades vão ter centros de Emergência Regional (CER), nos mesmos moldes dos grandes hospitais de urgência e emergência da rede municipal, além de ambulatórios e serviços de alta complexidade.

Na obra, foram feitos reparos emergenciais, reforma de salas e consultórios, limpeza das instalações e contratação de 370 profissionais de saúde ao todo, entre médicos e enfermeiros. Com o fim das intervenções, a expectativa é que, juntos, os hospitais tenham capacidade para realizar quase 500 mil procedimentos por ano.

No Hospital do Andaraí, o cronograma de entregas inclui reformas das enfermarias, modernização dos centros de imagem, do parque tecnológico e outras readequações estruturais. Já no Hospital Cardoso Fontes, o planejamento prevê a abertura de uma nova ala pediátrica, um novo centro de imagem e melhorias nos Centros de Tratamento Intensivo (CTI), além da revitalização das instalações.

— Quando a emergência do Andaraí fechou, o Hospital Souza Aguiar ficou sobrecarregado. Além disso, quando a emergência do Cardoso Fontes foi restrita, o Hospital Lourenço Jorge também teve sobrecarga. Então, mesmo sendo em um espaço temporário, é muito importante que esses dois hospitais voltem a ter emergência para aliviar os atendimentos de outras unidades — disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

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Estrutura precária no Hospital do Andaraí — Foto: Jéssica Marques / Agência O Globo

Em ambas as unidades, as plantas arquitetônicas estão sendo remodeladas para facilitar o acesso dos usuários ao serviço e otimizar os fluxos internos. Embora o processo de reestruturação dos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes ainda esteja em andamento, a reativação das emergências representa um avanço importante para a rede hospitalar do município, já que hospitais municipais como o Lourenço Jorge e o Salgado Filho — que atendem a população das zonas Oeste e Norte, respectivamente — por vezes operam sobrecarregados.

O Hospital do Andaraí é uma unidade de média e alta complexidade, que oferece atendimento hospitalar, ambulatorial e de emergência referenciada, incluindo cuidados oncológicos. Entre seus serviços, destacam-se microcirurgia, cirurgia plástica, suporte a grandes traumas e um Centro de Tratamento de Queimados, acompanhando os pacientes desde a regulação até a intervenção cirúrgica.

Já o Hospital Cardoso Fontes realiza atendimento de média e alta complexidade na Zona Oeste da cidade e com atuação em fisioterapia oncológica, ginecologia, nefrologia – incluindo tratamentos para crianças com insuficiência renal –, pneumologia e urologia. Além do serviço odontológico para pacientes que necessitam de cuidados especiais.

Gestão e recursos

Um contrato de gestão da emergência foi firmado com a Viva Rio e a Rio Saúde. O Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões à prefeitura. Além desse pagamento, está prevista a incorporação de R$ 610 milhões para atendimento de média e alta complexidade.

Soranz pontuou, em dezembro do ano passado, que o governo tem apostado em parcerias com outros órgãos e empresas para a recuperação das unidades federais, como o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, sob gestão da Ebserh, e o Hospital Geral de Bonsucesso, com apoio do Grupo Hospitalar Conceição.

Ainda de acordo com o secretário, o governo assinou um contrato de R$ 1 bilhão para a construção de uma nova unidade do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

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